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Caleidoscópio
multifacetado
“O
pop fisiocrático de Anna Ly em “Panapaná”
Cantora e baixista, cultuada na cena musical de BH, lança
seu primeiro CD pop
Num
momento em que o pop brasileiro sofre uma de suas piores crises
de criatividade, Anna Ly mostra, no CD “Panapaná”,
que o pop nacional também pode ser sutil e criativo”.
“Caleidoscópio
multifacetado furta-cor”, verso emblemático da faixa
de abertura, “Material world”, sintetiza bem o espírito
do disco, caracterizado por um clima pop juvenil, de desconcertante
frescor. As interpretações de Anna Ly, livres de
afetações, situam-se no limiar do despojamento,
sem descambar para a displicência. Fugaz e frugal na medida
exata, sua música soa como um bálsamo dentro da
atual estética, agressiva e grosseira, do pop-rock nacional,
cada vez mais indigente, salvo raríssimas exceções
como Lulu Santos, Marina e Rita Lee, esta última ainda
uma forte influência, vide a deliciosa “Lunares”,
parceria de Ly com Affonsinho.
O violão de Laudares, arranjador e produtor musical do
CD, baliza a sutil temperança de “Pra te interpretar”,
ponto alto da astrólatra letrista. Outro momento de idílio
sonoro, “Quem somos nós”, hit televisivo em
potencial, com Ly e Marcus Viana flanando sobre plácida
cama de teclados, referenda algumas das máximas joãogilbertianas
através do minimalismo poético e do culto a um dos
mais importantes elementos musicais, o silêncio.
A vinheta “Gato de botas”, com a própria Anna
no violão, fecha o disco, antecipando o seu próximo
projeto, “Desenrolando a língua”, CD infantil
acoplado a um livro já em fase de finalização,
tendo como subtítulo “As origens e a história
da língua portuguesa falada no Brasil”. Nas noites
belorizontinas, entre as gigs jazzísticas e os shows para
divulgação do pop fisiocrático de “Panapaná”,
ela encontra tempo ainda para exercitar sua faceta bossanovista
num duo (com o violonista Márcio Correa) que fascinou João
Gilberto e também será documentado em disco.
Arnaldo DeSouteiro – "Tribuna da Imprensa",
RJ
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“As
13 faixas guardam achados poéticos, comentários entre
o prosaico e o inusitado, observações cotidianas vistas
por um caleidoscópio capaz de imagens ora contundentes, ora
revestidas de leveza quase adolescente”.
Kiko Ferreira - “Estado de Minas” |
“Anna
Ly, figura de primeira grandeza no hemisfério das palavras
não cruzadas nem conhecidas”
Gaudêncio Thiago de Mello |
De
Ly para João
“Ao ídolo-esfinge João Gilberto a mineira
Anna Ly dedica a bossa “Pra te interpretar” (''ter a
chave, o tempo/ o espaço, a voz do vento/ a linguagem clara
visionária'') no disco autoral Panapaná (significando
''bando de borboletas em migração''). Aluna de Tomás
Improta, Ian Guest e Yuri Popoff, fã de Jaco Pastorious a
Rita Lee, ela assina letra & música da maioria das faixas
do CD distribuído pela Sonhos & Sons de Marcus Vianna,
convidado especial com seu violino em “Quem sonhos nós”.
Tárik de Souza – “Jornal do Brasil” |
João
nas alturas
Em sua ediçâo deste mês, a revista americana
Down Beat coloca nas alturas o novo disco Live In Tokyo, de João
Gilberto, conferindo-lhe a cotação de 4 estrelas.
Segundo o renomado crítico John Ephland, as interpretações
para Este Seu Olhar e Rosa Morena são simplesmente magistrais...
Enquanto isso, no Japão, o pop-rock das jovens cantoras Pitty
e Anna Ly é destaque na moderníssima
revista Wildmix, guia sonoro das novas tendências musicais...
Hildegard Angel - 02/NOV/2004 |
Mire-se
no exemplo dessas mulheres
Foi
muito bonita a homenagem prestada pelo Consulado Japonês
no Rio à grande cantora Ithamara Koorax, quinta-feira.
Grande sucesso na terra do sol nascente, Ithamara estava em uma
noite pra lá de feliz, uma pena que não cantou,
e o cônsul japonês Takeshi Kamitani revelou-se um
grande anfitrião.
Houve
discursos inflamados sobre a trajetória da intérprete.
Falar nela, só deu música brasileira, e cantada
por mulheres, no desfile da nova coleção da estilista
Christianne Marchand, em Paris, semana passada. Além da
Koorax, o DJ Patrick Z fez ecoar as vozes de Bebel Gilberto, Sabrina
Malheiros, Anna Ly e Fernanda Porto. As músicas
foram remixadas ao vivo, com efeitos especiais, e depois animaram
a pistas numa superfesta que se seguiu ao evento.
Sabrina
Malheiros, como Ithamara, é niteroiense, filha do grande
Alex Malheiros, baixista do Azymuth. Canta feito gente grande.
Anna Ly é mineira e apadrinhada por Marcus
Viana, autor de trilhas sonoras como a do filme "Olga",
e colaborador freqüente do diretor Jayme Monjardim (filho
de Maysa!) desde a época de Pantanal. Nossas cantoras,
como se vê, estão fazendo sucesso na Europa, onde
Sabrina e Anna acabaram de lançar seus
primeiros discos e Ithamara é ovacionada em praças
públicas.
Márcio.G - Tribuna da Imprensa 11/10/04 |
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"From
the bewitching beauty of Belo Horizonte, Brazil, comes singer Anna
Ly’s debut album, Panapaná (Sonhos & Sons). Like
a cool, cool breeze on a
hot summer’s day, it tickles your attention and soothes your
nerves. What’s
most noticeable is that it serves as a wake-up call to anyone who
thought
pop rock had pretty much said it all by the early years of the 21st
century.
By turns cool and catchy, then raw and provocative, Panapaná
is a delight
throughout. Anna Ly – in another sphere, a wondrous jazz bassist
– here
channels the singer-songwriter glory of the early 1970s into the
great and
rather daunting legacy of Brazilian songstresses. Guitar driven
and
thoroughly tuneful from beginning to end, Ly and her guitarist/arranger,
Laudares, blend together seamlessly, whether they jump into the
fire of
electric climates or settle into the warmth of an acoustic moment.
Just try
to resist the hooked-up rock of either “Estranho Não
é Esquisito” or
“Kebra-Kabeça” or the ethereal charms of “Oração,”
“Quem somos Nõs” or
“Lunares”. I can’t. It’s hard to stay away.
Ms. Ly charts an enchanting
terrain in Panapaná and it’s a journey many a listener
will enjoy taking. I
just hope these sounds resonate outside Belo Horizonte. Anna Ly
is worth the
trip."
Doug Payne, March 4, 2005 |
"Anna
Ly Took me a little while to acclimatise to the quirky production
and
her voice but there is a lot of nice music on here. The gentler
ones I
enjoyed a lot - my favourite track by far for me is 5. Quem Somos
Nos - wish
it was longer - great. I almost wish more of the album was like
that. I like
track 2 too, and 3, & 6. I probably need to know Portuguese
to get the most
out of the album".
C. Conway, UK Magazine, London, March 8, 2005 |
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