Cantora e baixista, cultuada na cena musical de BH, lança seu primeiro CD pop”

Anna Ly já começou a sentir o gostinho da repercussão do seu trabalho a nível nacional (referendado por Tárik de Souza no “Jornal do Brasil”) e internacional. As faixas “Pra te interpretar” e “Quem Somos Nós”, além do remix para “Material world”, entraram nas programações de importantes rádios de Londres (como a BBC e a Jazz FM), Roma, Amsterdam, Munich e Tokyo. Serviram também como trilha sonora em recente desfile da estilista Christianne Marchand, em Paris, no clube Bypass. Resultado: o CD aparece com destaque no mais importante e acessado website de pesquisa musical, o All Music Guide (www.allmusic.com), e começa a ser procurado em vários países da Europa, disponibilizado através de lojas virtuais como a alemã www.amazon.de e a holandesa www.allstars.nel, paraísos dos colecionadores mais antenados.

Apesar de estar iniciando agora sua carreira discográfica, Anna Ly não pode ser considerada uma novata. Rotulá-la apenas como baixista e cantora também é impreciso. Na verdade, trata-se de uma multi-instrumentista com sólida base musical, a começar pelo estudo de piano clássico na infância. Na adolescência, encantou-se com o teatro, estudando por três anos no Rio com Amir Haddad e atuando como atriz enquanto lapidava sua técnica como baixista (com Yuri Popoff) e tecladista (com Tomás Improta, então pianista de Caetano Veloso). Vivendo por algum tempo na ponte-aérea RJ-BH-SP, tocou com vários cantores e bandas – Bauxita, Samuel Rosa, Jota Quest, Jorge Continentino, Junia Lambert –, apresentando-se no Circo Voador, no Programa Livre (Serginho Groissman), e no Festival de Blues After Sport. Após estudar canto e guitarra, adotou em 93 o nome artístico Ana Luiza Lee, aprontando um show cover de Rita Lee que alcançou grande sucesso. Formou duas bandas integradas apenas por mulheres: Boy's Stuff e Máxima Crueldade.

Optando pela carreira-solo, disparou sucessivos shows – “Mademoiselle chant le blues” (96), “Tic-Tic for you” (98), “In concert” (99) e “Explicatrix” (2003). Participou de inúmeros festivais, emplacando a sua composição “Conversa pra boi dormir” entre as doze finalistas do “FestBelô 2000”, mesmo ano em que participou do CD “BH-Nossa Música”. Fez cursos de aperfeiçoamento em harmonia, arranjo e música modal com o maestro Ian Guest (um dos arranjadores do lendário “Quem é Quem”, de João Donato), começando a trabalhar como educadora musical no Centro de Musicalização Infantil da UFMG e na Opus Escola de Música.